VÍDEO: “Lua de Sangue” é registrada nesta terça-feira; confira imagens e entenda o fenômeno

VÍDEO: “Lua de Sangue” é registrada nesta terça-feira; confira imagens e entenda o fenômeno

Foto: Reprodução

A madrugada desta terça-feira (3) teve olhos voltados para o céu em diferentes partes do mundo. O eclipse lunar total – fenômeno conhecido como “Lua de Sangue” – atingiu sua fase máxima entre 8h04min e 9h03min (horário de Brasília), quando a Lua ficou completamente imersa na sombra da Terra e adquiriu a tonalidade avermelhada característica. No entanto, no Brasil, a observação foi limitada (entenda abaixo).

+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp

As imagens da totalidade foram transmitidas ao vivo por projetos de astronomia, como o canal do The Virtual Telescope Project, que exibiu o fenômeno em tempo real pela internet e registrou o momento em que o disco lunar ficou totalmente encoberto pela umbra.



Por que a Lua fica vermelha?

O eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural – algo que só pode ocorrer durante a fase de Lua cheia.

De acordo com a NASA, mesmo quando totalmente encoberta, a Lua não desaparece do céu. Parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar até ela. Nesse percurso, os comprimentos de onda mais curtos, como o azul, são espalhados, enquanto os tons avermelhados conseguem passar e são desviados em direção à superfície lunar.

É o mesmo fenômeno que deixa o pôr do sol avermelhado. O resultado é a coloração cobre ou vermelho-alaranjada que dá origem ao nome popular “Lua de Sangue”.


O que foi possível ver no Brasil

Embora o eclipse tenha sido total em regiões como o Pacífico, leste da Ásia, Austrália e partes da América do Norte, no Brasil a observação foi limitada.

A Lua estava se pondo quando o eclipse já estava em andamento. Assim, grande parte do país conseguiu acompanhar apenas as fases iniciais:

5h44 – início do eclipse penumbral

6h50 – início do eclipse parcial

8h04 às 9h03fase total (não visível no Brasil)

Quando a totalidade ocorreu, a Lua já estava abaixo do horizonte para a maior parte do território brasileiro. No extremo oeste do país, o encobrimento chegou a cerca de 96%, muito próximo da totalidade, mas ainda classificado tecnicamente como parcial.

Em áreas do Nordeste, Sul e Sudeste, a tendência foi de observação principalmente da fase penumbral – etapa em que o escurecimento é mais sutil e pode passar despercebido a olho nu.


É preciso proteção para observar?

Não. Diferentemente dos eclipses solares, o eclipse lunar não oferece risco à visão e pode ser observado a olho nu, sem necessidade de filtros especiais. Binóculos ou telescópios apenas ajudam a destacar detalhes da superfície lunar e da progressão da sombra.


Próximos eclipses

Ainda em 2026, haverá um eclipse parcial quase total (93%) visível em todo o Brasil, na noite de 27 para 28 de agosto.

Já um eclipse lunar total com todas as fases visíveis em todo o território nacional está previsto para a noite de 25 para 26 de junho de 2029.

Mesmo sem a totalidade visível em Santa Maria e na maior parte do país, a madrugada foi marcada por registros impressionantes ao redor do mundo, e reforçou o fascínio que os fenômenos astronômicos continuam exercendo.

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Impacta RS 2026 abre inscrições para capacitar até 30 negócios com foco socioambiental; prazo vai até 31 de março Anterior

Impacta RS 2026 abre inscrições para capacitar até 30 negócios com foco socioambiental; prazo vai até 31 de março

Manutenção em trecho da BR-158 causa congestionamento na manhã desta terça-feira em Santa Maria Próximo

Manutenção em trecho da BR-158 causa congestionamento na manhã desta terça-feira em Santa Maria

Geral